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ENTREVISTA COM Srº FLORENTINO PINTO.
ENTREVISTA COM Srº FLORENTINO PINTO.

ADM Acontece: Boa tarde Sr. Florentino. Gostaríamos que o Sr se apresentasse. 

Sr.Florentino: É... Meu nome é Florentino Carvalho Pinto, sou formado em economia pela Universidade Federal da Bahia, sou mestre em administração, sou especialista em engenharia de produção. É... sou especialista em projeto em desenvolvimento agrário, em cooperativismo e em processos industriais,  e hoje, ensino na Universidade Estadual de Feira de Santana, lá eu sou titular, trabalho com a área de pesquisa  e faço consultoria, nas empresas. Então eu trabalho, estou sempre de empresa em empresa, normalmente nessas empresas eu não tenho vinculo empregatício e nem tenho vontade de ter, e terminando o trabalho em uma eu vou pra outra e assim sucessivamente. Sou professor também da FAT, ensino teoria econômica, lá, e as áreas que eu mais lido é a área financeira, a área de projetos e processos de trabalhos, avaliação, desempenho, produtividade, muitas coisas ligadas com a organização de empresas, acho que é uma estória muito longa, de profissão, principalmente quando eu trabalhava em movimento rural, fiz parte dessas cooperativas, eu venho de uma experiência vasta no Rio Grande do Sul, depois vasta experiência no Paraná e em Cascavel no Oeste, e aqui na Bahia, com essas estórias de implantação, na época dos anos 70, implantação desses distritos  industriais e professor, eu ensino desde as antigas, como se diz,  desde 76, 77 quando me formei, ai eu ensinava em várias universidades. Vim morar em Feira de Santana e ai fui pra UEFS. 

ADM Acontece: Qual a sua função aqui no IUNE? 

Sr.Florentino: Eu aqui sou Consultor.

ADM Acontece: Como surgiu o IUNE e a que tipo de pacientes ele atende ? 

Sr.Florentino: Essa empresa surgiu a 24 anos  atrás. Porque, os médicos, aqui, dessa empresa, tem duas equipes que são, de nefrologistas, que atendem a área  de doenças renais crônicas, e tem, os outros médicos que são urologistas. Eles me contaram, que se juntaram, por serem áreas bem próximas, do estudo, do conhecimento cientifico, e criaram essa empresa que é o Instituto de Urologia e Nefrologia de Feira de Santana. Então essa empresa, ela tem a parte de urologia, que é uma empresa que se chama Centro Médico, ele já foi uma atividade, que agente fez, a separação do negocio, e a outra empresa é o IUNE, fica hoje, mais com a parte de diálise, chamada também de hemodiálise, que faz exatamente, o tratamento das doenças renais crônicas.    

ADM Acontece: Qual é a estrutura que o IUNE atualmente dispõe? 

Sr.Florentino:  Aqui são consultórios. Essa empresa está se reinventando, para se tornar mais competitiva e se posicionar no mercado. Isso eu vou falar mais tarde. Aqui fazemos consultas e alguns pequenos procedimentos, como fimose, e na outra parte, fica a parte de diálise, nos pacientes doentes, com problemas renais. Lá ficam as máquinas, onde os pacientes ficam entre, 2 e 4 horas, onde o sangue passa pela máquina, para fazer a limpeza, tirando as impurezas do sangue. È um processo muito desgastante para o paciente. Funcionamos no centro médico, em horário comercial de segunda a sexta-feira e na parte da diálise, funciona de segunda a sábado, em três turnos, onde abrimos às 06:30 hs e ficamos abertos até às 22:30 hs. 

ADM Acontece: Que tipos de convênios são atendidos pelo instituto? 

Sr.Florentino: Os convênios do Centro Médico são,  Bradesco, Unimed, Caci, são vários, não me recordo todos, e uma parte até do Sus, agente atende. São vários os convênios que agente tem, além de termos um número relativamente médio, de consultas particulares, a preços relativamente baixos. 

ADM Acontece: O que o IUNE tem feito para melhorar o atendimento aos pacientes?

Sr.Florentino: Primeiro ponto que agente deve considerar, é que,  a IUNE tem um foco social muito forte. É uma empresa de porte pequeno na área de nefrologia, nós temos ai 36 máquinas, operando nestes turnos, e nós buscamos trabalhar com bastante eficiência, com relação a proximidade do paciente, da família, onde ele mora, seus hábitos e tal. De tal forma que atualmente nós temos duas assistentes sociais, uma psicóloga, uma nutricionista e uma enfermeira chefe, com experiência na área, mais, três enfermeiras assistencialistas, e mais um grupo de técnicos e técnicas de enfermagem que dão suporte operacional. Há uma preocupação, nós participamos de alguns eventos, as vezes formamos equipes, que viaja pelas cidades do interior, porque nós temos uma compreensão da situação dessas pessoas, diferentemente das outras empresas. Essa empresa ela poderia está em um patamar bastante competitivo, mas os seus donos nunca pensaram em vender medicina, eles sempre pensaram em ter uma empresa onde eles pudessem trabalhar, e no futuro seus filhos, enfim, criar essas condições. Nessa situação nós temos esse fator, que é um fator agregativo, é onde nós temos aqui, nesta micro região, vinte e cinco municípios que são ligados a Feira de Santana,  e cabe aquela estória da municipalização da saúde e esse pessoal vem fazer diálise aqui e em outra clinica, e essas prefeituras trazem esse pessoal para dialisar. Nessas idas e vindas, agente termina indo nessas cidades, visitamos secretárias de saúde, conversando com as pessoas. Este ano nós estamos pretendendo fazer alguns encontros e levar alguns profissionais para fazer avaliações, e isso tem, digamos assim, levado em consideração o fator proximidade e a preocupação com as pessoas. 

ADM Acontece: Quais são os aspectos que mais preocupam atualmente a administração do instituto? 

Sr.Florentino: É o seguinte. Em termos gerais, as doenças renais, crônicas, quando a população vai ficando, mais madura, mais velha, a tendência é aumentar, certamente que, se as pessoas não se cuidam, elas poderão vir a se tornar doentes. Já vem uma questão importante, que já é a hereditariedade e com isso vêm outros processos que a pessoa adquire com o logo do tempo, a falta de cuidado com a alimentação, uso de algumas substâncias inconvenientes, bebidas, enfim, sal, açúcar, esses elementos que realmente podem causar danos a longo prazo, à saúde. Então isso nos preocupa porque, essa questão da nefrologia e das doenças renais ligadas aos processos nefrológicos, vem crescendo, e a uma certa velocidade e nós praticamente, temos dificuldades em avançar muito, devido a questão dos recursos que são repassados pelo governo federal , às prefeituras, quando são municipalizadas esses serviços, e isso tem gerado alguns conflitos, do tipo, você tem pacientes renais que vão a Salvador, ficam por lá, jogados, depois voltam para suas cidades de origem, ficam aqui, depois vão pra lá, isso é uma preocupação muito, muito séria, é ai que nós fazemos essas visitas nas localidades, esclarecendo, para evitar situações mais graves. Com relação a essa situação, há um fator descompensador, do tipo, o que é que você recebe e o que você gasta, entendeu, e quando você paga e quando você recebe, esse é um problema muito sério, é uma preocupação nossa. 

ADM Acontece: Na sua opinião, o que mais se desperdiça no setor saúde: tempo, dinheiro ou talentos? 

Sr.Florentino: Se você analisar, no lado empresarial privado, nós podemos encarar isso, como, uma coisa importante, que é a qualificação das pessoas, então por isso, os processos são demorados, e há uma discussão muito forte entre essa relação, de capital na saúde e trabalho na saúde, como qualquer outra relação dentro da sociedade capitalista. Um fator muito importante, nisso tudo, é a variação de salários, coeficiente salarial, e as variações das competências das pessoas, falando sobre o ponto de vista da empresa privada. Normalmente, a maioria dos médicos, eles não são preparados, para serem empresários e a maioria dos empregados não são preparados para exercer suas atividades na área de saúde, então há sempre, um conflito, meio promiscuo nessa estória, e no fim você encontra o usuário do plano de saúde, o usuário público, nesse bolo. Do ponto de vista da área da saúde, nas organizações pública, é assim, com um coeficiente maior de relações de desperdício, do tipo: há o desperdício de material, muito forte, há a perda de materiais, descontrole e material que normalmente são esquecidos, vencidos etc., nas farmácias, etc., e também a questão da competência gerencial, se perde muito tempo com isso. Retrabalho, é uma palavra chave dentro das estruturas de saúde das pequenas e médias empresas e de um modo geral dos hospitais públicos, na cidade de Salvador, então isso tem elevado o custo a mais cinco vezes no sistema operacional, ou seja, você tem um fator que puxa bastante as despesas operacionais do sistema de saúde pública e ainda encontramos, também, o volume de pessoas que existem dentro desses hospitais, que na verdade o que existe, a quantidade, pessoa, trabalhador, paciente, está, essa quantidade, acima da recomendada pela organização mundial de saúde. É preciso ter mais, muito mais, pessoas, pra lidar com o paciente, do que o recomendado, e na essência os serviços que são prestados a sociedade são serviços de baixa qualidade.  

ADM Acontece: Qual o recurso mais difícil de ser administrado  na área da saúde: material,  financeiro ou humano? 

 Sr.Florentino: O mais difícil neste caso, acho que se colocarmos numa hierarquia, nós começamos pelas pessoas, depois temos as limitações financeiras precárias e o que eu chamaria na verdade de sistema de controle, essa parte é toda operacional, isso ai, são três coisas fundamentais. Por que? Volto a refazer, refazer não, apoiando, tese anterior, de que as pessoas não são preparadas, para exercer determinados cargos na área de saúde, então, elas vão aprender errando.   

ADM Acontece: Administrar uma unidade de saúde, seja ela, privada ou pública, onde está a maior dificuldade? 

Sr.Florentino: Na organização pública a alocação dos recursos apropriados. Isso ai. Qual é a extensão dos recursos que você precisa, quantidade de pessoas, equipamentos, áreas etc., é, essa divisão de recursos. Essa apropriação é que é o problema. A quantidade de dinheiro, as vezes até, é razoável, agora o grande problema é como gastar, esse é o grande problema, como você gastar esse dinheiro, e muitas vezes, você tem que escolher, onde aplicar de forma certa, esse dinheiro. Quando você vem da área privada, ai você se defronta com o viés que tá na área pública. As empresas que trabalham, dando assistência médica a convênios e assistência médica a alguns planos de governo, ou até o Sus, vamos conversar assim, elas padecem, por uma questão muito séria, porque elas levam até dois meses sem receber, três meses sem receber, e elas tem que pagar os materiais, os medicamentos praticamente com trinta, quarenta cinco dias, então, sempre há, uma defasagem muito grande, e os hospitais, normalmente, eles padecem dessa história também, de alocação de recursos, você presta um serviço hoje, quando chegar no dia trinta, obviamente, teria que receber. E isso não ocorre, quando se trata da questão, dos pagamentos via, entidades públicas, e também hoje, existe uma discussão muito grande, sobre o problema das empresas de saúde, são grandes as dificuldades, de sobrevivência, inclusive, eu conheço empresas bem interessantes, que hoje elas estão passando grandes dificuldades, por conta de várias regras e também no caso das empresas privadas, de má gestão. 

ADM Acontece: Como o sr. vê o atual cenário da saúde no Brasil? 

Sr.Florentino: É o seguinte, uma das grandes carências do Brasil, acho que o primeiro elemento chave, a saúde da sociedade, porque o problema no caso, não é a pessoa está doente em si, mas o curso e o custo do processo da doença, então quando o cidadão fica doente, quando a dengue pica o individuo, quando ele é acidentado, quando ele fica em estado febril, contrai moléstia, não é a moléstia em si que tá somente em foco, mas o que ela traz de conseqüências para a sociedade. Então o que a gente tem que analisar, em questão de saúde, não é a doença em si, mas são os efeitos colaterais que um sistema ruim que está no país, do tipo um operário deixa de trabalhar porque ele sofreu um acidente, ou ele tenha adquirido uma diarréia, lá por algum motivo, então, ele não foi trabalhar e ele vai parar, talvez, em algum hospital público ou vai passar dois ou três dias sem ir trabalhar e tal. Essas horas, elas têm um custo, coisa que nós brasileiros não entendemos isso, nós não conseguimos entender isso, de tal forma, porque agora que o país vai começar a trabalhar, então se formos contabilizar, quantas milhares de horas, foram jogadas no lixo, então, é assim também o sistema de saúde. Na hora que o individuo ficar mais doente, ele vai demandar, mais leito, mais medicamentos e eu acho interessante, em relação a economia, porque todas essas contas, alguém vai pagar, e esse alguém chama-se contribuinte, porque governo não gera receita, ele gera é despesa, quem paga o governo somos nós, até com o simples fato de comprar um refrigerante e ai vem a questão do sistema de saúde do Brasil, ele é um sistema que nunca foi mudado, eu venho acompanhando isso a muitos anos e sempre foi essa estória. 

ADM Acontece: Quais as perspectivas profissionais que o senhor vê para o curso de administração na área de saúde? 

Sr. Florentino: Olha, o interessante é que, os procedimentos vão mudando em todas as áreas, quero dizer, o conhecimento ele deve sofrer inovação, para nós introduzirmos inovação, dentro do sistema, que tenha a nossa forma de pensar e agir, o nosso poder mental, é difícil, então, administração é uma técnica extremamente importante quando se associa a um conjunto de idéias e valores inovativos e a área de tecnologias e principalmente informação. As empresas de saúde, hoje em dia, elas precisam muito de profissionais que tenham habilidades e competências em lidar com questões extremamente paradoxais, é você trabalhar em dois extremos, o sujeito está com saúde e o outro está doente, um quer ajudar o outro, esse é o problema, como fazer isso. O que nós encontramos é a falta, como no Brasil de modo geral, de profissionais capacitados, então, por exemplo, se eu fosse atrás de uma pessoa formada em administração, que conhecesse bem a área de saúde em Feira de Santana, eu não acharia. Eu preciso contratar um gerente pra cuidar da diálise, e eu não encontro, não tem, eu não acho. Tem pessoas que estão trabalhando em hospitais e clínicas, que não têm a formação adequada. Eu estava fazendo um trabalho com um amigo, e até hoje, nós nos debatíamos, a encontrar, uma pessoa capacitada para cuidar de uma clinica, com um faturamento pequeno, e não encontro.  

ADM Acontece: Na área de saúde, em geral, há mercado para quem está se formando, apesar da falta de experiência ? 

Sr. Florentino: As escolas, normalmente,  informam ao cidadão, que ele tem que estudar para ser um empregado, já é um grande erro, uma faculdade e as universidades deve formar o cidadão pra ser um empreendedor, até dele mesmo. Certa ocasião, eu vi um livro interessante, que chamava-se, Eu S/A, naquele tempo eu acha o título ridículo, no meu tempo de estudante, ai foi que eu fui entender o que o sujeito tava dizendo. Então, assim dizer, o que nos presta é a sua competência, é você está em uma faculdade, em que durante os anos que você faz o curso de graduação, você fez vários estágios, conheceu várias pessoas, porque o grande peso do individuo é o conhecimento, entre as pessoas, dentro do ambiente que ele está e a ambição que ele tem, de crescimento e aprender, novas forma de agir e pensar. Aqui nós temos dois estagiários, um é um trainne e o outro é um consultor Junior, eu o chamo de Junior, eu costumo dizer que eles estão fazendo um mbe da vida real. O que ocorre é que as escolas, nossas, de administração, elas ensinam tudo, menos, como estudantes, futuro profissional, deve atuar. Primeiro lugar, sem critica nenhuma, é que os profissionais que dão aula, eles não sabem o que é uma empresa, eles não vão lá, então, é o seguinte, eu penso, você só sabe mandar, quem sabe fazer, esse é o primeiro passo, segundo o processo gerencial das organizações, seja de um hospital, de cooperativa, de indústria, de comércio, de serviço, é um processo que na administração é decisório, então se nas organizações educacionais, ensinassem, muita matemática, estatística, planejamento do processo decisório, ciências do pensar, eu acredito que quebraria paradigmas. As pessoas precisa, revisar, esses programas de trabalho, em todas as áreas, não é só, na área de saúde não.  

ADM Acontece: O que o senhor acha da metodologia de estudo hoje, em alguns cursos e também no curso de administração,  o chamado ead?  

Sr. Florentino: Olha, eu gostaria de dizer, sem nenhum preconceito, não tenho nada contra, cada um faça o que achar conveniente, mas, eu costumo dizer quando esta pergunta surge, que boca a boca já está complicado, imagine bem longe. Então, tem esta questão. Porque certa ocasião, eu e um colega, um bom consultor, fizemos um curso à distância, sobre desenvolvimento sustentável, da Fundação João Pinheiro de Minas Gerais. Toda sexta-feira, tal hora, eu tinha que estar na frente do computador enviando os trabalhos, não tinha prêmios, foi em torno de 1200 horas, um ano e pouco. Então, nós vivíamos assim, estressados. Eu já trabalhava numa empresa de consultoria. E era uma coisa impressionante, terrível. O curso à distância, em primeiro lugar tem que ter disciplina, segundo lugar estudar bastante, terceiro lugar tem que ter um compromisso muito forte e quarto lugar, é você querer. 

ADM Acontece: No mercado de hoje, o senhor acha que tem alguma diferenciação do profissional que se formou num curso à distância de um que se formou no presencial? 

 Sr. Florentino:   Eu não consigo muito, assim, fazer essa diferenciação, porque, depende muito da pessoa, agora, eu conheço algumas empresas que jamais contratam uma pessoa formada à distância, várias empresas. Eles têm essa visão, e tem os preconceitos. Primeiro lugar, é que, a maioria das pessoas que estão lá, em cargos relativamente médios, pra cima, são pessoas que, cursaram faculdades e universidades. Ai vem às questões do preconceito, mas, a casos de pessoas bem sucedidas. Às vezes ocorre o seguinte, tem um profissional que faz um curso desses, porque não quer ficar, passar quatro anos ali, e já tem um cargo médio lá, ai você vai me perguntar, ô mais fulano fez esse curso, tá na empresa e não mudou de cargo, ai, tem que averigua. 

ADM Acontece: Gostaríamos que o senhor descrevesse suas atividades aqui dentro da empresas.    

Sr. Florentino: Muita coisa. Agente faz toda parte de controladoria. Agente tem um sistema, nós estamos montando ainda, está em fase de elaboração, que são todos os controles relativos a pessoal, a área financeira, pagamentos, recebimentos, checagem, controles bancários, fornecedores, depreciação, controle patrimonial, então, é a área que eu mais trabalho. Por ser uma empresa pequena, em tese facilita, mas, nós temos aqui, uns sessenta e cinco empregados diretos e tem vários outros; é um ambiente com um contingente razoável. Agente precisa saber muito bem os pontos que tem que chegar, porque senão passa batido. A grande dificuldade hoje, nas empresas, não é apenas pagar um bom salário, é você ter pessoas que responda, as demandas. 

ADM Acontece: Quais são os planos do IUNE para o futuro? 

Sr. Florentino: Um ponto interessante, que agente tá discutindo é exatamente,  criar uma expectativa, bem fundamentada de vida para os usuários, que demandam aqui, segundo lugar é melhorar todo o padrão de atendimento. No que impede as nossas instalações não serem, muito boas, mas, o nosso objetivo é ter um excelente serviço de diálise, sabendo das dificuldades que agente enfrenta no dia a dia. O quarto ponto disso é a construção da clínica, chamada de Futuro. É uma diálise, que terá uma configuração completamente diferente do padrão convencional. Isso não vai requerer grandes investimentos, mais pra frente essa construção vai surgir ai, daqui a um ano ou dois anos, eu não sei ainda quando.  

ADM Acontece: O que o senhor diria, para os futuros administradores? 

Sr. Florentino: O que eu vou dizer para quem estuda administração ou qualquer outro profissional, é que se ele se prender ao papel e o lápis, copiar apenas o que é dado em sala de aula, a perspectiva dele, é muito complicada. Existe dificuldade, do ponto de vista de mudar paradigmas da forma de pensar, mas a situação requer, desenvolver a pessoa intelectualmente, ou seja, conhecimento nunca é demais, a leitura, tanto para o professor como para o aluno, é fundamental. A medida que você vai lendo, você vai ampliando os seus conhecimentos, o seu raciocínio lógico, mas, por outro lado, a escolha de leituras é muito importante. Não adianta você estudar Porter e outros, nem estudar logística, se você não sabe estatística. Se você não sabe, matemática, eu te digo, você não vai a lugar nenhum. Então como é que o individuo vai fazer uma pesquisa de mercado, se ele não sabe estatística? Se ele não sabe planejamento? Se ele não entende de decisão? É ai que está a diferença de quem sabe e quem não sabe. Essa é uma coisa que as escolas deveriam repensar. Essa conversa que agente está tendo aqui, é muito importante. É interessante você conhecer e trabalhar, com engenheiro, advogado, economista, manter contatos com cursos que tenham grades diferentes. É importante ler o que é bom, hoje vocês têm uma ferramenta fantástica que é a internet, sabendo escolher, mas sem copie e cole. Isso, e toda a facilidade dos meios de comunicação, e uma coisa muito importante, que falta nas faculdades e universidades, é grupos de trabalhos, ou seja, formar equipes, pois chegando nas empresas você vai formar equipes, você não trabalha só. É preciso ensinar a pensar no coletivo.  

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